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Posts Tagged ‘The Grim adventures of Billy & Mandy’

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Demorei o máximo que pude para ver esse filme. Para falar a verdade, eu nem queria ver esse filme. A razão? Medo. Meu maior medo era o hype imenso que esse filme carregava em cima dele. A fita nem tinha começado sua vida nos cinemas e todos já diziam que seria “o melhor filme de todos”. Confesso que sou um pouco (pouco é muito e muito é pouco) chato. Principalmente quando gosto de algo. E sempre gostei dos filmes do Tarantino. Não, eu não acho o cara um gênio. Acho um ótimo e divertido diretor. O maior triunfo do Tarantino é saber lidar bem com o clichê. Algo que todos tentam e a maioria fede ao fazer tentar fazer isso. Tarantino trabalhava numa locadora. Ou seja, estava rodeado pelo clichê o dia inteiro. Afinal, os filmes que costumam passar nas televisões das locadoras são, em sua maioria, algo que se tornou clichê com o tempo. Junte se a isso o seu talento e ironia referente à violência e você têm um ótimo diretor. Seu primeiro roteiro foi “Assassinos por Natureza”/ “Natural Born Killers” (com Juliette Lewis, Robert Downey Jr. e Tommy Lee Jones no elenco) o qual Oliver Stone dirigiu. Talvez seu maior roteiro, mesmo sendo bastante revisado pelo próprio Stone.

O primeiro roteiro de Tarantino já mostra o quanto ele é light.

Também não vi Burn After Reading/Queime Depois de Ler pelo mesmo motivo. Muito é falado antes de o filme ser lançado. E também é de um dos meus cineastas favoritos. O fato dos irmãos Cohen terem entrado no mainstream me assusta até hoje.

Afraid

Assustado com os Irmão Cohen no mainstream!

Quem já acompanha as peripécias deste blog sabe que costumo mais descer o pau do que elogiar: tirando Y: The Last Man, Ren & Stimpy e Billy & Mandy eu fui só reclamações e maldições. Mas de qualquer forma, não fiz tantas resenhas assim…fredburger08

Então já deve ter alguém pensando: lá vai esse chato descer o pau no filme. Mas…

…o filme é muito bom! É melhor que Pulp Fiction? Não! É melhor que Kill Bill? É igual e diferente do mesmo modo. Ver um filme do Tarantino tem sempre uma sensação parecida, mais ou menos como ver Kubrick pós-Lolita. A sensação é parecida e os filmes não. Tarantino já conseguiu deixar sua marca no seu modo de fazer filmes. Não sei como explicar, mas quem conhece o trabalho dele já sacou o que eu quis dizer. Assim como Kubrick tinha aquele modo de sempre valorizar aqueles sorrisos aterrorizantes, cenas no banheiro e outras coisas. Não me entendam mal. Não estou comparando um com o outro. Kubrick era um gênio. Um dos maiores da história do cinema. Tarantino ainda não o é. É ótimo e divertido. Mas não sei. Ainda falta algo e tive a impressão de que com Bastardos Inglórios ele deu mostras de que está à procura desse algo mais.

Bastardos Inglórios é o chamado Historical Fiction (ficção histórica). A fita se passa na Segunda Guerra Mundial (entendam que esse era mais um dos meus medos: Nazistas de novo?!). Mas Tarantino não esgotou ainda mais o assunto. O nazismo e a guerra podem passar apenas como coisas secundárias.

Agora, para não falar só de Tarantino, o elenco foi muito bem escolhido. Começando com Christoph Waltz (“Ordinary Decent Criminal” / “Um Criminoso Decente” – vejam esse filme também!) no papel de Hans Landa. Waltz é o melhor no filme. Sua atuação é bárbara e mereceu o Cannes de melhor ator. Michael Fassbender (“Bando of Brothers” e “300”) como Lt. Archie Hicox (o inglês que troca tiros na virilha no pub) muito bem também. Eli Roth (demorei a lembrar quem era esse doidão. Ele faz parte do grupo Splat Pack, que é um grupo de cineastas de filmes de terror que decidiram voltar a fazer filmes de terror mesmo – pesados, “Saw”/ “Jogos Mortais” é de um diretor desse grupo. Eli Roth é o diretor de “O Albergue” que, confesso, não sou fã) é Donny Donowitz / O Urso Judeu, impecável sua ultima aparição na qual ele atira em Hitler até o rosto dele virar pedaços de carne moída no liquidificador. Diane Kruger (a Helena em “Troy” / “Tróia” e Abigail Chase em “A Lenda do Tesouro Perdido”) interpreta Bridget von Hammersmark. Diane Kruger já foi uma modelo de sucesso na década de 90, se não estou enganado. Que bom que deixou de ser modelo, parece que sob a correta direção e em um filme bom (diferente dos citados na qual ele atuou) ela tem talento. Daniel Brühl (“Adeus Lênin” e “The Edukators”) é Fredrick Zoller, ou o herói de guerra alemão. O cara é realmente bom. É só ver os filmes que o cara fez. Til Schweiger (“Tomb Raider” e “Rei Arthur”) é  o alemão que muda de lado. O cara no filme é hilário. Não sabia que o cara era bom (afinal olha os filmes que eu citei que ele fez), mas ele o é. Mélanie Laurent faz Shoshana. Essa eu não conhecia, mas também é muito boa. Omar Doom é Omar Ulmer. Gedeon Burkhard é o tradutor dos Bastardos. B.J. Novak (“The Office”) é o Little Man (não lembro bem como ficou em português, se foi Pequenino ou algo do tipo). Mike Myers (o Austin Powers) é o general inglês que comanda a idéia do assassinato de Hitler. Rod Taylor (“A Máquina do Tempo” de 1960, baseado no livro de H.G. Wells) faz o Wiston Churchil. Denis Menochet (“Hannibal Rising”) faz o fazendeiro francês do inicio do filme. Christian Berkel (“Operação Valquíria”) é o barman do pub onde rola aqueles tiros na virilha. Jacky Ido (esse eu não conheço) faz Marcel. August Diehl (“The Counterfeiters” e “The Ninth Day”, ambos alemães) é o oficial da Gestapo, especialista em sotaques, que troca tiros na virilha. Alexander Fehling (“And Along Come Tourists”, também alemão) é o cara que está comemorando o nascimento do filho onde dão tiros na virilha. Sylvester Groth é Josef Goebbels, ministro da propaganda de Hitler. Groth também interpretou Goebbels na comédia My Leader – The Truly Truest Truth about Adolf Hitler (também alemã). Quem também interpretou Goebbels foi Martin Wuttke – que é Hitler no filme de Tarantino – no filme Rosenstrasse (alemão também, mas se tiverem tempo – e paciência para achar – vejam). Julie Dreyfus (Sofie Fatale em “Kill Bill”) é a interprete francesa de Goebbels. O curioso é que parte do elenco desse filme são também diretores. Um exemplo disso é Enzo G. Castellari que no filme é um general nazista. Castellari é um diretor italiano, conhecido pelos seus Spaghetti Western como Any Gun Can Play, Kill Them All and Come Back Alone, Seven Wichesters For a Massacre e,…, The Inglorious Bastards – Quel maledetto treno blindato. Os bastardos de Castellari e de Tarantino são parecidos. Com certeza o filme de Castellari inspirou Tarantino. Os Bastardos no filme de Castellari são soldados americanos que estão sendo levados para uma prisão militar quando um ataque aéreo alemão acaba os “soltando” ao matar todos os guardas. Os soldados decidem fugir e acabam fazendo parte de um plano que consiste em roubar o giroscópio de um foguete V-2 nazista que se encontra em um trem extremamente protegido por nazistas.

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The Ingloriou Bastards de Castellari.

Ué, e o Brad Pitt? Bom, Brad Pitt é um grande ator. Quando ele não faz papéis de heróis entediados ou de galã supersexy (como Aquiles em “Tróia” ou Sr. e Sra. Smith) ele manda muito. É só ver filmes como Thelma & Louise, Across the Tracks, Kalifornia (acho que foi aí onde ele aprendeu esse sotaque que ele tem em Bastardos Inglórios), Interview with the Vampire, Lendas da Paixão, Seven (Sete Pecados Capitais), Os Doze Macacos, Fight Club (Clube da Luta), Snatch (mais uma vez ele faz um sotaque genial), Babel, …, deu para entender, né? Ou seja, quando o papel e o filme é bom, ele arrebenta. Por isso não vou ficar falando o quanto ele foi bem nos Bastardos. Tentei falar mais dos outros que, para a grande maioria, são desconhecidos.

Como não poderia deixar de ser…

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Pausa para um lanchinho...

…em filme de tarantino nunca falta sangue e nem Samuel L. Jackson. Ele não atua, mas é o narrador. Poucas vezes narra, é verdade, mas ele está lá.

Minha conclusão é: se não viu, veja por você mesmo. Se já viu, sabe do que estou falando.

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Esse episódio merece um post à parte. Esse é hilário!

Aproveitem. Com vocês , O Pato!

Parte 1

Parte 2

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Bom, para mostrar a graça de Billy & Mandy não bastam poucos episódios. Por isso estou colocando mais alguns aqui. Inclusive o primeiro episódio.

O Primeiro (reparem como o traço do show muda ao longo do tempo)

Parte de um episódio (porém muito engraçado)

O Chupa-Cabra (Reparem no final, quem for assistir, sobre aquele probleminha de quem não sabe se comportar no cinema)

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A idéia deste post é de se tornar uma série de posts. Irei comparar desenhos antigos (que não são produzidos novos episódios) e desenhos atuais.

Os cartoons analisaos hoje são Ren & Stimpy e Billy & Mandy.

CARTOONS DE ONTEM

Um dos desenhos mais insanos do mundo!

Um dos desenhos mais insanos do mundo!

The Ren & Stimpy Show é um desenho estadounidense/canadense criado John Kricfalusi e que estreou na Nickelodean em 11 de agosto de 1991. É uma série de aventuras nonsense inspirados pelos cartoons de 1940, mais precisamente por Bob Clampett e Tex Avery (criadores dos Looney Toons).

Ren & Stimpy era um desenho muito polêmico. Cercado de humor subversivo e violência gratuita, o show sofreu muitas vezes com censura.

O desenho era realmente pauleira. Kricfalusi criou os personagens para seu próprio entretenimento ainda na época da faculdade. E é isso que sentimos ao ver o show. Ele não é aquele nonsense forçado que tanto vemos hoje. Ele é realmente uma extensão do humor de seu criador.

Em um episódio Ren espanca George Liquor com um remo até não poder mais. Inclusive o nome de um episódio era literalmento “O primeiro peido de Stimpy”.

Talvez pelo fato do cartoon ser tão “sincero” seu criador, Kricfalusi, foi demitido junto com Ren e o Stimpy em 1997. Muitos queriam a volta da dupla e ela ocorreu. Só que mais doentio ainda sob o nome de Ren & Stimpy Adult Party Cartoon nas noites da Spike TV. Já estreou com o episódio censurado “A Man’s Best Friend” (aquele que Ren arrebenta a cara de George Liquor com um remo). Infelizmente, eles não duraram muito na Spike TV. Não são todos que entendem a genialidade de Ren & Stimpy…

OS PERSONAGENS:

Chihuahua psicótico!

Chihuahua psicótico!

Ren é o Chihuahua psicótico que normalmente dá o tom de “Cara! Criança pode ver isso?!”.

Gato com atraso mental...

Gato com atraso mental...

Stimpy é o gato retardado que em muitas das ocasiões é o culpado pelas explosões de raiva de Ren.

Sem dúvida, é um desenho que faz falta. Com o bando de porcaria que temos hoje em dia como Ben 10, As Meninas Superpoderosas Geração Z e compania, Ren & Stimpy fazem tanta falta como água faz no deserto.

Muitos podem argumentar que é um desenho doentio e que criança não deveria ver isso e tal. Que seja. Prefiro que meu filho veja isso do que Teletubies… Não é porque eu vi o Batman descer a porrada no Coringa que eu hoje sou um verdadeiro Pit Boy que bato em todo mundo que é mais feliz que eu.

Bom, quem não conhece ou ficou com saudade veja os vídeos abaixo e se divirtam. Afinal, uma imagem fala mais do que mil palavras.

Ren & Stimpy – Space Madness

Esse é impagável: Ask Dr. Stupid

I Love Chicken

THE GRIM ADVENTURES OF BILLY & MANDY

Simplesmente hilário.

Simplesmente hilário.

Esse é genial! E um dos meus favoritos. Não importa o que eu esteja fazendo eu paro para ver esse cartoon.

Tem uma extensa lista de personagens maravilhosamente engraçados e politicamente incorretos. Fora os personagens principais ainda temos: Eris , a deusa do desastre, que sempre causa uma desgraça no mundo; Fred Fredburger! O PERSONAGEM MAIS HILÁRIO QUE EU VI NOS ÚLTIMOS ANOS (se não O mais hilário de todos os tempos)! Fred é um elefante verde extremamente tonto que só quer saber de nachos e iorgute. Praticamente só o que ele faz é falar seu nome, soletra-lo (sempre tendo problema quando chega no “G”) e gritar OBA (Yes, no original) no fim das sentenças ( “eu gosto de nachos. OBA!”); Irwin, o amigo NERDÃO do Billy que é apaixonado pela Mandy. É muito hilário ver o Billy chamando seu nome; Harold, o pai do Billy. Idiota assim como o filho porém adulto; o Drácula idoso e brega; o Bicho Papão; Nigel Planter, uma paródia do Harry Potter (assim como Harry Potter parodia Tim Hunter?) e vários outros. Resumindo, tem todo um elenco genial de personagens para você nunca enjoar.

Fred Fredburger! OBA!

Fred Fredburger! OBA!

The Grim Adventures of Billy & Mandy (ou no Brasil: As Terríveis Aventuras de Billy & Mandy) foi criado por Maxwell Atoms e fez sua estréia no dia 24 de Agosto de 2001. Não tem mais episódios novos sendo produzidos mas ainda dá pra ver na televisão.

Billy e Mandy são duas crianças de Endsville, uma típica “cidade qualquer, EUA”. No décimo aniversário do hamster do Billy, o Ceifador Sinistro/Morte/The Grim/Puro Osso vem buscar a alma do moribundo rato catarrento. Porém ele se surpreende ao ver que Billy e Mandy não sentem medo dele. Pelo contrário: zombam dele. Mandy não quer que Puro Osso leve a alma do rato e propõe um jogo no qual Puro Osso pode ficar com o rato se ele vencer Billy e Mandy. Uma homenagem ao filme O Sétimo Selo de Ingmar Bergman na qual um homem joga xadrez com a Morte pela sua vida. Puro Osso tinha tanta certeza que venceria que diz que se perder ele será o escravo dos garotos por todo o sempre. Pois é. Ele perde. E agora o Ceifador Sinistro corta a grama, lava privadas e louças e passa a tarde vendo novelas.

O trio vai diversas vezes ao submundo, Nirvana, Asgard, o Asilo do Submundo (onde vivem Drácula, Lobisomem e a mulher do Frankestein) e o “Baixo Diabo”.

PERSONAGENS PRINCIPAIS

Puro Osso é a Morte em pessoa. No original tem um sotaque jamaicano e na versão brasileira é dublado pelo “Seu

Billy, Puro Osso e Mandy.

Billy, Puro Osso e Mandy.

Peru”. É hilário vê-lo de avental lavando louça. O Ceifador mantém uma relação de amor/ódio com as crianças. As proteje vorazmente mesmo que afirme que o faz pois “quem vai matá-los sou eu”. Várias vezes Puro Osso afirma ter sonhos na qual mata Billy e Mandy.

Billy é um menino narigudo com QI de -5. Normalmente ele faz as idiotices e é o responsável pela maioria dos momentos nonsense do show. É tão besta, mais tão besta, que faz com que alguns desejem ter um filho daquele só para não morrer de tédio. Billy tem um pavor irracional de palhaços (e que não tem?) e o episódio no qual Mandy e Puro Osso tentam curar seu medo através de tratamento de choque é um dos meus favoritos.

Mandy é a garota mandona que mete medo em todo mundo, inclusive nesse que vos escreve. Passa o tempo todo com a cara fechada e as sombrancelhas franzidas. Inclusive em um episódio Billy e Puro Osso a fazem de tudo para a garota sorrir. No final ela espanca ambos…

Mandy é a encarnação do mau e quer dominar o mundo todo. Inclusive Puro Osso a chama de “criança demônio horrorosa”.  Frases típicas são: “Não basta ter sucesso. Outros têm que fracassar”, “Felicidade é o caminho mais curto para a estupidez” ou “Sorria… amanhã vai ser pior”.

O Trio fala uma frase incrível que é: “Por isso lembrem-se crianças: não tenham medo do fracasso pois ele mantem as famílias unidas.”

Quando se fala em desenho animado eu sempre menciono Billy & Mandy. Eu realmente me assusto com várias pessoas que dizem nunca ter visto o show. Fico triste por elas.

Se você é uma dessas pessoas (ou não) veja os vídeos abaixo:

Chicken Ball Z

Sister Grim

Little Rock of Horrors

Battle of The Bands

Fred Fredburger em Português

E aí? Ambos cartoons envolvem nonsense. Ambos são mais “pesados” por assim dizer. Qual ganha na sua opinião?

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