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Beleza Americana

Falando rápido antes de ir viajar (não para curtir o carnaval, mas para fugir dele).

Para estrear essa “seção” vou indicar para quem não viu e incentivar para quem já viu o filme beleza americana.

Dirigido por Sam Mendes e estrelado por um ótimo elenco (Kevin Spacey e Annette Bening, para dar exemplo) “Beleza Americana” faturou os “Oscars” em Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Ator (Kevin Spacey), Melhor Roteiro Original e Melhor Fotografia. Sei que o Oscar hoje não significa muito, mas Beleza Americana mereceu cada um desses prêmios.

Um dos melhores filmes a retratar a sociedade estadunidense, Beleza Americana tem em cada personagem um ser inseguro e doente. Folks, enjoy the American Way of Life.

Quem já viu sabe do que estou falando. Quem não viu, veja.

Para não perder o costume, vídeos:

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Inglourious_Basterds_poster

Demorei o máximo que pude para ver esse filme. Para falar a verdade, eu nem queria ver esse filme. A razão? Medo. Meu maior medo era o hype imenso que esse filme carregava em cima dele. A fita nem tinha começado sua vida nos cinemas e todos já diziam que seria “o melhor filme de todos”. Confesso que sou um pouco (pouco é muito e muito é pouco) chato. Principalmente quando gosto de algo. E sempre gostei dos filmes do Tarantino. Não, eu não acho o cara um gênio. Acho um ótimo e divertido diretor. O maior triunfo do Tarantino é saber lidar bem com o clichê. Algo que todos tentam e a maioria fede ao fazer tentar fazer isso. Tarantino trabalhava numa locadora. Ou seja, estava rodeado pelo clichê o dia inteiro. Afinal, os filmes que costumam passar nas televisões das locadoras são, em sua maioria, algo que se tornou clichê com o tempo. Junte se a isso o seu talento e ironia referente à violência e você têm um ótimo diretor. Seu primeiro roteiro foi “Assassinos por Natureza”/ “Natural Born Killers” (com Juliette Lewis, Robert Downey Jr. e Tommy Lee Jones no elenco) o qual Oliver Stone dirigiu. Talvez seu maior roteiro, mesmo sendo bastante revisado pelo próprio Stone.

O primeiro roteiro de Tarantino já mostra o quanto ele é light.

Também não vi Burn After Reading/Queime Depois de Ler pelo mesmo motivo. Muito é falado antes de o filme ser lançado. E também é de um dos meus cineastas favoritos. O fato dos irmãos Cohen terem entrado no mainstream me assusta até hoje.

Afraid

Assustado com os Irmão Cohen no mainstream!

Quem já acompanha as peripécias deste blog sabe que costumo mais descer o pau do que elogiar: tirando Y: The Last Man, Ren & Stimpy e Billy & Mandy eu fui só reclamações e maldições. Mas de qualquer forma, não fiz tantas resenhas assim…fredburger08

Então já deve ter alguém pensando: lá vai esse chato descer o pau no filme. Mas…

…o filme é muito bom! É melhor que Pulp Fiction? Não! É melhor que Kill Bill? É igual e diferente do mesmo modo. Ver um filme do Tarantino tem sempre uma sensação parecida, mais ou menos como ver Kubrick pós-Lolita. A sensação é parecida e os filmes não. Tarantino já conseguiu deixar sua marca no seu modo de fazer filmes. Não sei como explicar, mas quem conhece o trabalho dele já sacou o que eu quis dizer. Assim como Kubrick tinha aquele modo de sempre valorizar aqueles sorrisos aterrorizantes, cenas no banheiro e outras coisas. Não me entendam mal. Não estou comparando um com o outro. Kubrick era um gênio. Um dos maiores da história do cinema. Tarantino ainda não o é. É ótimo e divertido. Mas não sei. Ainda falta algo e tive a impressão de que com Bastardos Inglórios ele deu mostras de que está à procura desse algo mais.

Bastardos Inglórios é o chamado Historical Fiction (ficção histórica). A fita se passa na Segunda Guerra Mundial (entendam que esse era mais um dos meus medos: Nazistas de novo?!). Mas Tarantino não esgotou ainda mais o assunto. O nazismo e a guerra podem passar apenas como coisas secundárias.

Agora, para não falar só de Tarantino, o elenco foi muito bem escolhido. Começando com Christoph Waltz (“Ordinary Decent Criminal” / “Um Criminoso Decente” – vejam esse filme também!) no papel de Hans Landa. Waltz é o melhor no filme. Sua atuação é bárbara e mereceu o Cannes de melhor ator. Michael Fassbender (“Bando of Brothers” e “300”) como Lt. Archie Hicox (o inglês que troca tiros na virilha no pub) muito bem também. Eli Roth (demorei a lembrar quem era esse doidão. Ele faz parte do grupo Splat Pack, que é um grupo de cineastas de filmes de terror que decidiram voltar a fazer filmes de terror mesmo – pesados, “Saw”/ “Jogos Mortais” é de um diretor desse grupo. Eli Roth é o diretor de “O Albergue” que, confesso, não sou fã) é Donny Donowitz / O Urso Judeu, impecável sua ultima aparição na qual ele atira em Hitler até o rosto dele virar pedaços de carne moída no liquidificador. Diane Kruger (a Helena em “Troy” / “Tróia” e Abigail Chase em “A Lenda do Tesouro Perdido”) interpreta Bridget von Hammersmark. Diane Kruger já foi uma modelo de sucesso na década de 90, se não estou enganado. Que bom que deixou de ser modelo, parece que sob a correta direção e em um filme bom (diferente dos citados na qual ele atuou) ela tem talento. Daniel Brühl (“Adeus Lênin” e “The Edukators”) é Fredrick Zoller, ou o herói de guerra alemão. O cara é realmente bom. É só ver os filmes que o cara fez. Til Schweiger (“Tomb Raider” e “Rei Arthur”) é  o alemão que muda de lado. O cara no filme é hilário. Não sabia que o cara era bom (afinal olha os filmes que eu citei que ele fez), mas ele o é. Mélanie Laurent faz Shoshana. Essa eu não conhecia, mas também é muito boa. Omar Doom é Omar Ulmer. Gedeon Burkhard é o tradutor dos Bastardos. B.J. Novak (“The Office”) é o Little Man (não lembro bem como ficou em português, se foi Pequenino ou algo do tipo). Mike Myers (o Austin Powers) é o general inglês que comanda a idéia do assassinato de Hitler. Rod Taylor (“A Máquina do Tempo” de 1960, baseado no livro de H.G. Wells) faz o Wiston Churchil. Denis Menochet (“Hannibal Rising”) faz o fazendeiro francês do inicio do filme. Christian Berkel (“Operação Valquíria”) é o barman do pub onde rola aqueles tiros na virilha. Jacky Ido (esse eu não conheço) faz Marcel. August Diehl (“The Counterfeiters” e “The Ninth Day”, ambos alemães) é o oficial da Gestapo, especialista em sotaques, que troca tiros na virilha. Alexander Fehling (“And Along Come Tourists”, também alemão) é o cara que está comemorando o nascimento do filho onde dão tiros na virilha. Sylvester Groth é Josef Goebbels, ministro da propaganda de Hitler. Groth também interpretou Goebbels na comédia My Leader – The Truly Truest Truth about Adolf Hitler (também alemã). Quem também interpretou Goebbels foi Martin Wuttke – que é Hitler no filme de Tarantino – no filme Rosenstrasse (alemão também, mas se tiverem tempo – e paciência para achar – vejam). Julie Dreyfus (Sofie Fatale em “Kill Bill”) é a interprete francesa de Goebbels. O curioso é que parte do elenco desse filme são também diretores. Um exemplo disso é Enzo G. Castellari que no filme é um general nazista. Castellari é um diretor italiano, conhecido pelos seus Spaghetti Western como Any Gun Can Play, Kill Them All and Come Back Alone, Seven Wichesters For a Massacre e,…, The Inglorious Bastards – Quel maledetto treno blindato. Os bastardos de Castellari e de Tarantino são parecidos. Com certeza o filme de Castellari inspirou Tarantino. Os Bastardos no filme de Castellari são soldados americanos que estão sendo levados para uma prisão militar quando um ataque aéreo alemão acaba os “soltando” ao matar todos os guardas. Os soldados decidem fugir e acabam fazendo parte de um plano que consiste em roubar o giroscópio de um foguete V-2 nazista que se encontra em um trem extremamente protegido por nazistas.

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The Ingloriou Bastards de Castellari.

Ué, e o Brad Pitt? Bom, Brad Pitt é um grande ator. Quando ele não faz papéis de heróis entediados ou de galã supersexy (como Aquiles em “Tróia” ou Sr. e Sra. Smith) ele manda muito. É só ver filmes como Thelma & Louise, Across the Tracks, Kalifornia (acho que foi aí onde ele aprendeu esse sotaque que ele tem em Bastardos Inglórios), Interview with the Vampire, Lendas da Paixão, Seven (Sete Pecados Capitais), Os Doze Macacos, Fight Club (Clube da Luta), Snatch (mais uma vez ele faz um sotaque genial), Babel, …, deu para entender, né? Ou seja, quando o papel e o filme é bom, ele arrebenta. Por isso não vou ficar falando o quanto ele foi bem nos Bastardos. Tentei falar mais dos outros que, para a grande maioria, são desconhecidos.

Como não poderia deixar de ser…

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Pausa para um lanchinho...

…em filme de tarantino nunca falta sangue e nem Samuel L. Jackson. Ele não atua, mas é o narrador. Poucas vezes narra, é verdade, mas ele está lá.

Minha conclusão é: se não viu, veja por você mesmo. Se já viu, sabe do que estou falando.

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Cara, eu sei. É chover no molhado. Mas não canso de falar. Y: The Last Man KICKS ASS! É muito bom e impossível de largar. Mesmo as 4 da manhã precisando dormir por causa de um trabalho sobre inôrganica, é impossível largar essa revista!

Começa com a idéia: você queria ser o último homem da Terra? Sim? Dude, think twice about that…  Não, você não quer. Principalmente se você for Yorick, o herói (?) dessa obra-prima. Ele não é forte, não joga futebol americano e é formado em letras. Sua grande habilidade é o escapismo (você sabe: se soltar de uma camisa de força e coisas do tipo. Mas não o compare com o Houdini).

A idéia é o seguinte: uma praga de proporções  biblicas atinge nosso mundo e todo mamífero com um cromossomo Y -seja formado, feto ou esperma- morreram ao mesmo tempo. Todos menos Yorick e seu macaco de estimação, Ampersand.

Junte a história uma agente de uma organização secreta dos EUA (Culper Ring) melhor que James Bond e uma engenheira celular que juntam-se a Yorick na tentativa de repovoar o mundo. Calma, não dessa forma que você está pensando. Na verdade, não é nada do que você está pensando.

Sabe aquela frase: “Não ficaria com você nem que fosse o último homem da Terra”? Pois é. Y segue por essa linha.

Ao longo da história tentam vender Yorick, matar, sequestrar e outras coisas.

As citações são um ponto a parte. Surge um sorriso quando Yorick empresta um esqueiro escrito “Fuck Communism” para 355. Linda homenagem a Preacher.

Bom, como é minha primeira resenha então não ficará no nível da obra de Brian K. Vaughan. Porém é o que estou lendo no momento e realmente é impressionante. Não só os argumentos mas também o desenho. A artista Pia Guerra faz um ótimo trabalho. Seu traço se encaixa de tal modo a história que qualquer outro artista, não importa qual, destruiria essa sensação que se tem ao ler Y. Uma coisa muito legal que ela faz é desenhar fumaça, nuvens e alguns sombreamentos com giz de cera.

Meu primeiro post foi sobre a adaptação para o cinema da origem do Wolverine. Falei que odeio adaptações. Pois é. Infelizmente Y vai para o cinema. Assim como Ex Machina, outra obra de Vaughan.

Malditos produtores de cinema.

Minha nota para Y? de 0 a 10?

10!

Uma das razões de minhas olheiras... Y é dos infernos!

Uma das razões de minhas olheiras... Y é dos infernos!

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