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O Mundo é dos Nets!

Ok. Mas qual mundo?

Não postei o post sobre quadrinhos ontem devido a maravilhosa NET! Ainda não postei nem a Quarta-feira: Quadrinhos nem a Quinta-Feira: É de Mentirinha… devido ao mesmo erro. Planejo postar os dois até o fim do dia de hoje. Vou ligar lá no general russo e dar um esporro. Pô! Pago uma grana nesse serviço medíocre que sai fora do ar o tempo todo (não só a internet, mas também a tv e o telefone).

Minha internet é no papel, e na conta, de 6 Megas. Mas tá mais lerda que internet discada. A gente liga lá para os atendentes nos dizer: desliga e liga o modem de novo.

É freuds…

Estou firme e forte na tentativa de fazer um post por dia da semana. Mesmo que o meu computador não esteja colaborando muito. Às vezes desejo uma máquina de escrever. Aí eu podia colocar suspensório e escrever romances policiais.

Seinfeld

Seguinte: quem já tem certa idade ou certo conhecimento sobre entretenimento de verdade sabe muito bem o que foi (e quem é) Seinfeld. Mas sei que muitos que visitam esse blog não se encaixam na categoria acima. Sem ofensa. Uso como exemplo amigos meus que freqüentam este espaço não tão democrático.

Seinfeld surgiu da parceria de dois comediantes, Jerry Seinfeld e Larry David. Os dois queriam fazer um “show sobre nada”. E escreveram Seinfeld baseando-se em si mesmos.

Foi uma sitcom revolucionária. Não à toa, Seinfeld é considerado por muitos como pós-moderno. Quem puxar pela memória pode lembrar que as sitcoms de antigamente eram centradas em famílias, como Full House (Três é Demais). Essas sitcoms tinham algo que prendiam as personagens juntas. Era necessário uma explicação para o que estava acontecendo. O tal “show sobre nada” mudou isso. Os personagens de Seinfeld não tinham motivo para estarem juntos por tanto tempo que não fosse a amizade entre os próprios. Na verdade, nem mesmo a amizade. Kramer por exemplo é o vizinho de Jerry e eles não tem realmente uma amizade. Kramer é um folgado do qual Jerry não consegue se livrar. Depois isso levou a uma amizade (nada do tipo Frodo e Sam, mas algo Seinfeldiano).

É uma série niilista com personagens extremamente egocêntricos. Provavelmente por uma junção dessas duas qualidades, no show não há o uso de Pathos (apelo para as emoções da audiência. O momento “Ohh, tadinho”). O que foi chamado por “no hugging, no learning”. Resumindo, não há lição moral aprendida pelos personagens em momento algum. Mesmo em situações graves do nível de Brothers and Sister, Everwood, ER ou o diabo a quatro, você não irá sentir pena. Em momento algum.  Não é nada do tipo daqueles desenhos onde seres bonitinhos como ursinhos de pelúcia se matam, estripam, mutilam-se e você fica dando risada. Não isso é doentio – sério, se você é uma dessas pessoas vá buscar ajuda profissional, pois rir da cara de alguém sendo mutilado significa apenas uma coisa: Serial-Killer. E o cara que fica rindo disso num desenho é um serial-killer enrustido. Se eu pareci meio Fredric Wertham no seu “Seduction of the Innocent” por favor me avise para EU buscar ajuda profissional.

Resumindo a importância de Seinfeld: sem Seinfeld estaríamos presos a sitcoms como Três é Demais, Minha Família é uma Bagunça, The Fresh Prince of Bel-Air (Maluco no Pedaço) e tal. Nada contra essas séries. Mas não existiria Friends, How I Met Your Mother, The Big Bang Theory e todas as séries que são, de um jeito ou de outro, sobre nada. Seinfeld criou liberdade para os roteiristas criarem. Inclusive deu a liberdade para os criadores falarem sobre coisas “polêmicas”. Enquanto as outras séries tocavam de leve em problemas da sociedade, Seinfeld tomou um rumo mais a la Woody Allen. Seinfeld pega as neuroses das pessoas e a cutuca com uma vara como se fosse um cachorro morto no acostamento da estrada.

Mas o melhor de tudo é que Seinfeld é muito engraçado. Você ri de você mesmo muitas vezes. Os episódios simplistas caem como luva na nossa vida real. Quantas vezes você vai contar algo engraçado para seu amigo e começa dizendo “estávamos todos indo para o programa da Oprah para sermos entrevistados quando…”? Mas você com certeza já contou algo do tipo “passamos horas esperando uma mesa num restaurante chinês e…”. Isso foi idéia de Larry David que queria que os personagens e as situações permanecessem plausíveis sempre.

Os personagens são Jerry Seinfeld (representado pelo próprio), George Constanza (inspirado em Larry David, mas personificado com maestria por Jason Alexander), Elaine Benes (ex-namorada de Jerry representada por Julia Louis-Dreyfus) e Cosmo Kramer (Michael Richards). Diferente de muitas sitcoms, aqui não tem personagem sem graça ou legalzinho. Todos são muitos engraçados. Tenho a tendência a achar os coadjuvantes mais engraçados e aqui não e diferente para mim. O que não significa que Jerry não seja engraçado. É que comparado a George, Kramer e Elaine qualquer um fica menos engraçado.

Talvez pelo sucesso de George, Kramer e Elaine “surgiu” a “maldição de Seinfeld”. Essa chamada maldição era que nenhum dos três conseguiu emplacar outra série de comédia. Todos tentaram, mas eram sempre canceladas logo no inicio. Larry David disse que a idéia da maldição era ridícula e que o problema é que é muito difícil emplacar uma sitcom bem sucedida. De certa forma ele esta certo. Porém, os atores com certeza ficaram preocupados com isso. Quem conseguiu fugir da tal maldição foi Julia Louis-Dreyfus com The New Adventures of Old Christine (que eu não acho nem bom, nem ruim. Minha namorada, por outro lado adora). Julia, ao ganhar um Emmy por The New Adventures of Old Christine, disse “não sou de acreditar em maldições, mas amaldiçoe isto, baby!”.

Ok. Ficou mais longo do que eu planejei. E olha que não dei um spoiler sequer (tirando o da espera duma mesa num restaurante chinês). Mas quem não conhece, por favor faça-me o favor (juro que não foi planejado), e vá ver. É a melhor série de comédia que já vi em toda minha mísera existência.

Para quem gosta do estilo de Seinfeld fica a dica de Curb Your Enthusiasm, de Larry David e estrelado pelo próprio.

Ah, these pretzels are makin’ me thirsty.

Como não poderia deixar de ser, vídeos:

Hã?

Repórter Idiota: Agnaldo, eu vou fazer uma série de perguntas e você me responde sem pensar muito, OK?

Agnaldo: Hum.

Repórter Idiota: Praia ou montanha?

Agnaldo: Feijoada.

Repórter Idiota: Loira ou morena?

Agnaldo: Rabada.

Repórter Idiota: Qualidade indispensável numa mulher?

Agnaldo: Vaca atolada.

Repórter Idiota: O que você levaria para uma ilha deserta?

Agnaldo: Uma baita duma buchada.

Repórter Idiota: Cor favorita?

Agnaldo: Goiabada.

Repórter Idiota: Um segredo?

Agnaldo: Canja caprichada.

Repórter Idiota: O que faz quando está deprimido?

Agnaldo: Quiabo e timbalada.

Repórter Idiota: Quem faz você pensar em sua amada?

Agnaldo: Um Tira da Pesada.

Repórter Idiota: É o fim da entrevista com Agnaldo, senhoras e senhores. Um abraço e até amanhã.

Agnaldo: Abacate e cocada.

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É, eu vou dormir.

Serão essas as inspirações do danado do Heitor?

Hoje é segunda. Carnaval acabou! Sem mais delongas, let’s cut the crap, tô sem inspiração! Acontece nas melhores famílias. Mas não vou deixar meus 17 leitores (em média), que não fazem a gentileza de comentar para me fazer sentir querido, sem algo novo para se divertir.

Vou indicar coisas que me fazem pensar “RAIOS! Por que não pensei nisso antes?” ou “queria ser esperto/engraçado/talentoso assim”.

Para iniciar eu entro no Wagner & Beethoven e torço para ter algo de novo lá. Depois eu vou ao Allan Sieber Talk to Himself Show e emendo com o blog do Arnaldo Branco. Logo depois vou com dedos cruzados torcendo por um novo Liniers. Também é legal dar uma passadinha na Zé Pereira.

Agora, achei outras coisas geniais e são elas Linha do Trem, blog do ótimo cartunista Raphael Salimena (fui conhecer seu trabalho faz pouco tempo), sub-literatura e o Uroblog, o ninho da ave.

Vou tomar a liberdade de postar algumas tirinhas do Raphael. Achei genial. Afinal, há poucas coisas na vida que se comparam ao prazer de encontrar um bom cartunista que você goste.

Aí vão algumas tirinhas do cara.

O cara manda bem mesmo. Se você curtiu, passa e dê uma força. Ser cartunista não é fácil, parceiro.

Resumindo, não é só coisa ruim que se acha no mundo. Com tempo e disposição você consegue achar aquilo que você gosta.

Bom proveito!

Sexta-feira: Cinema

Beleza Americana

Falando rápido antes de ir viajar (não para curtir o carnaval, mas para fugir dele).

Para estrear essa “seção” vou indicar para quem não viu e incentivar para quem já viu o filme beleza americana.

Dirigido por Sam Mendes e estrelado por um ótimo elenco (Kevin Spacey e Annette Bening, para dar exemplo) “Beleza Americana” faturou os “Oscars” em Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Ator (Kevin Spacey), Melhor Roteiro Original e Melhor Fotografia. Sei que o Oscar hoje não significa muito, mas Beleza Americana mereceu cada um desses prêmios.

Um dos melhores filmes a retratar a sociedade estadunidense, Beleza Americana tem em cada personagem um ser inseguro e doente. Folks, enjoy the American Way of Life.

Quem já viu sabe do que estou falando. Quem não viu, veja.

Para não perder o costume, vídeos:

The Lost Room

O que você prefere: ver uma série boa e ficar triste porque ela é curta (por motivos diversos) e podia ser maior ou ver uma série boa

Mas amor! É um lugar rústico e tem um quê de romântico! Ah, vai!

grande demais e no final você perceber que ela podia ter sido menor?

Pessoalmente não tenho respostas para a pergunta. Inclusive penso em vários exemplos para defender cada opinião. Mas tem uma série, tão curta que é uma minissérie, que eu sempre penso: Whoa, ela podia ter tido mais tempo. E essa (mini)série é The Lost Room.

A estória basicamente é a seguinte: tem um quarto que ta perdidão. Antes ele era um quarto de motel qualquer. Mas o negócio é que rolou um “Evento” e esse quarto e todos seus objetos se espalharam pelo mundo. Cada objeto tem um poder próprio. Alguns com poderes que a primeira vista parecem inúteis, como cozinhar um ovo. Outros já são bem incríveis como queimar uma pessoa através de microondas.

Sim, o cara de Six Feet Under!

Provavelmente o mais incrível de todos os objetos seja a “chave”, a qual abre a porta do quarto perdido. Se você colocar essa chave em qualquer fechadura de qualquer porta o quarto aparecerá. Dentro desse quarto você pode sair em qualquer lugar do mundo. Qualquer mesmo. Mas há um porém. Quando a chave sair do quarto tudo o que estiver lá dentro some.

Peter Jacobson. É, o cara de House...

Nosso companheiro Joe Miller encontra a chave e para resumir a estória sua filha entra no quarto e a porta se fecha sem ela estar com a chave. O que acontece? Se você pensou que Joe correu para casa para acessar “A Estante do Heitor” você acertou!

Bom, na verdade Joe vai atrás de cada objeto do quarto e da história por trás disso tudo para salvar sua filha. Não tão legal quanto acessar “A Estante do Heitor”, mas foi o que ele fez.

É uma minissérie de apenas três episódios (cada um de uma hora e meia de duração) muito boa. Facilmente ela poderia se transformar em algo maior, mas infelizmente foram somente esses três episódios.

É uma série original do Sci Fi Channel. Isso já significa alguma coisa para aqueles fãs de boa TV. O elenco também é muito bom com nomes como Peter Krause (Six Feet Under), Chris Bauer (True Blood), April Grace (Ms. Klugh em Lost), Dennis Christopher (Deadwood), Julianna Margulies (ER), o “stand-up comedian” (hoje em dia estamos cheios desses não?) Kevin Pollak, e Peter Jacobson de House M.D.

Não vale a desculpa do “estou sem tempo”. Deixe de ver dois dias de Viver a Vida (sim, é difícil, mas você consegue) e Big Brother Brasil (você realmente precisa ver isso?) e vá ver The Lost Room. Os personagens são bons, a estória é muito bem pensada e você vai pensar “se Smallville já tem mais de dez temporadas por que The Lost Room só teve três episódios?”. Eu me pergunto isso até hoje.

Por quê?

Para variar, vídeos:

Para quem estiver com o inglês em dia, aí vai um cena mais comprida:

Mais do Henfil

Quer algo mais atual do que isso?

Um Henfil vale mais do que mil palavras.