Às vezes os brasileiros precisam lembrar que também temos ídolos aqui dentro. Alguns idolatraram o Dalai Lama. Outros hoje em dia idolatram Obama (?!). Diabos, alguns idolatram o Schwarzenegger, Madonna e Rogério Ceni.
Nenhum desses caras (ou bundas) realmente fizeram algo de verdade ou digno de idolatria. Eu, pessoalmente, idolatro caras como Quino, Dik Browne, Mort Walker, Scott Adams, Robert Crumb, Joe Sacco e Henfil.
Henfil é um dos maiores seres vivos a pisar em solo terrestre. Não, ele não é apenas um grande brasileiro. Ele é mais que isso. Suas crenças e sua luta tem significado no mundo todo. Sua arte, suas idéias e a sua vida deviam ser ensinadas na escola. Não sou prepotente a ponto de achar que eu posso nesse pequeno blog falar quem foi Henfil. Milhares de estudiosos dificilmente conseguiriam. O objetivo deste post é fazer uma singela homenagem ao homem que na última sexta-feira (dia 5 de fevereiro) completaria 66 anos.
Militante de esquerda foi acusado de “patrulheiro ideológico” pelo governo militar ditatorial na época da “página infeliz da nossa história” e teve de exilar-se nos EUA. Voltou ao Brasil em 1975. Foi figura importante na luta pelas eleições diretas no Brasil e um dos fundadores do semanário O Pasquim.
Henfil dizia que queria ser “a mão com a qual o povo desenha”. Sempre lutando contra a injustiça teve uma morte injusta. Nasceu hemofílico, assim como seus irmãos Betinho e Francisco Mário, e morreu depois de contrair o vírus da AIDS ao receber transfusão de sangue em um hospital público. De forma extremamente triste, seus irmãos Betinho e Francisco Mário (também grandes homens) morreram da mesma forma, contraindo AIDS numa transfusão de sangue.
Não perca tempo e vá ler algo (qualquer coisa) do Henfil. Ele continua atual até hoje. Infelizmente.
Vídeos:
